quarta-feira, 26 de abril de 2017

RESENHA: Quatro estações em Roma

No dia em que Anthony Doerr e a esposa voltam da maternidade com seus gêmeos recém-nascidos, ele descobre que recebeu um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que inclui ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. Quatro estações em Roma nasceu das memórias do ano que o autor passou na cidade com a esposa e os filhos.
Vindo do interior dos Estados Unidos, o estranhamento de Doerr com o novo país começa logo na chegada: a cozinha do apartamento não tem forno. As janelas não têm telas. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, as verduras e frutas são vendidas em feiras ao ar livre, e não em um supermercado. Para Doerr, Roma é um mistério: um outdoor de uma marca de roupas tremulando na fachada de uma igreja de quatrocentos anos, uma construção comum ao lado de uma obra-prima da arquitetura. Em meio a tudo isso, ele cuida dos filhos, lida com uma insônia que parece não ceder e tenta, sem muito sucesso, escrever um novo romance — Toda luz que não podemos ver, lançado sete anos mais tarde e que acabaria rendendo ao autor o Pulitzer de ficção.
Quatro estações em Roma traz o texto primoroso e sensível que tornou Doerr celebrado no mundo inteiro, ao mesmo tempo um relato íntimo e uma celebração da Cidade Eterna.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

RESENHA: Mitologia Nórdica

Neil Gaiman tem sido inspirado pela mitologia antiga na criação dos reinos fantásticos de sua ficção. Agora ele volta sua atenção para a fonte, apresentando uma versão bravura das grandes histórias do norte.
Na mitologia nórdica, Gaiman permanece fiel aos mitos ao prever o maior panteão dos deuses nórdicos: Odin, o mais alto dos altos, sábios, ousados ​​e astutos; Thor, filho de Odin, incrivelmente forte, mas não o mais sábio dos deuses; E Loki-filho de um irmão de sangue gigante para Odin e um malandro e insuperável manipulador.
Gaiman modela essas histórias primitivas em um arco romântico que começa com a gênese dos nove mundos lendários e mergulha nas façanhas de deidades, anões e gigantes. Uma vez, quando o martelo de Thor é roubado, Thor deve disfarçar-se como uma mulher - difícil com sua barba e enorme apetite - para roubá-lo de volta. Mais pungente é o conto em que o sangue de Kvasir - o mais sagaz dos deuses - se transforma em um hidromel que infunde bebedores com poesia. O trabalho culmina em Ragnarok, o crepúsculo dos deuses e o renascimento de um novo tempo e de pessoas.
Através da prosa hábil e espirituosa de Gaiman surgem esses deuses com suas naturezas ferozmente competitivas, sua susceptibilidade a ser enganados e enganar os outros e sua tendência a deixar a paixão inflamar suas ações, fazendo com que esses mitos há muito tempo respirem uma vida pungente novamente. 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

RESULTADO: Aconteceu naquele verão


Oi, pessoal!

Vamos conhecer o sortudo que ganhou um exemplar da antologia " Aconteceu naquele verão"? 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

MANGÁ - Primeiro volume: One Week Friends


Sinopse oficial: “É que eu... perco todas as lembranças dos meus amigos depois de uma semana...” É o que diz Kaori Fujimiya, uma colega de classe que está sempre sozinha, sobre sua real condição. Mesmo assim, Yuuki Hase deseja se tornar seu amigo. Ao longo de uma semana, os dois vão tecendo novas memórias e se aproximando cada vez mais, não importa quantas vezes for necessário recomeçar... E, assim, tem início uma linda história sobre “amizade” Fonte: Facebook Panini

sábado, 8 de abril de 2017

RESENHA: Por lugares incríveis

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los 

domingo, 2 de abril de 2017

SORTEIO: Quem era ela + resultado Março


Olá, pessoal!
Vamos ao sorteio do mês de Abril? O livro será "Quem era ela", um thriller de JP Delaney que já tem resenha aqui no blogPara participar é só seguir as regras e o formulário abaixo:

sábado, 1 de abril de 2017

RESENHA: Quem era ela

É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço. 
Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.
Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras.

terça-feira, 28 de março de 2017

Lemos na Fábrica: Fevereiro 2017

Em Fevereiro finalmente conseguir ter um ritmo melhor de leitura! E que livros maravilhosos eu li, não teve nenhum abaixo das quatro estrelas. Em compensação, a leitura de mangás não rendeu em quantidade, mas tem a mesma qualidade da leitura de livros.


Reparação, Ian McEwan: leitura para o primeiro clube do livro do ano e me despertou muitos sentimentos. Obviamente firmou ainda mais meu ódio pela Briony e meu amor pelo Robbie e a Cee. A resenha você encontra aqui.

segunda-feira, 27 de março de 2017

SORTEIO: Aconteceu naquele verão


Oi, pessoal!

Em parceria com a Editora Intrínseca, vamos sortear um exemplar da antologia " Aconteceu naquele verão". Para participar é só seguir as regras abaixo:

quinta-feira, 23 de março de 2017

RESENHA: Hibisco roxo

Protagonista e narradora de Hibisco Roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente "branca" e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente. 

Meu primeiro contato com a Chimamanda foi com "Sejamos todos feministas", já ali me encantei como ela tinha uma forma simples de passar sua ideia, e fiquei bem curiosa sobre seus livros. "Hibisco Roxo" foi minha escolha para começar a me aventurar nas suas obras de ficção e eu nem sei por onde começar a descrever o quanto a história me tocou.